Uncategorized

FUTURO DO JORNALISMO ESTÁ NAS GRANDES REPORTAGENS

Chavedar, Ballerini e Novellini tratam sobre a importância de uma boa reportagem
Chavedar (Everyday), Ballerini (UMC) e Novelini (DGabc) tratam sobre a importância de uma boa reportagem

Katia Brito

“Creio que os veículos de comunicação impressos, em futuro próximo, para manter a sobrevivência vão ter de se adaptar às grandes reportagens e às reportagens analíticas”, indicou o editor-chefe do Diário do Grande ABC, Evaldo Novelini, no encerramento do terceiro painel do primeiro Encontro de Comunicação do Alto Tietê, realizado no último sábado na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).

O tema “Reportagem, o melhor conteúdo” foi debatido por Novelini e Pedro Chavedar, fotógrafo e jornalista, representando o coletivo Everyday Mogi. A mediação coube ao professor da UMC, Franthiesco Ballerini, que recentemente lançou o livro “Jornalismo Cultural no Século 21”, pela Editora Summus Editorial. O jornalista Roldão Arruda, do Estadão, que completaria o painel não pode comparecer.

Chavedar contou a história do Everyday Mogi, criado há cerca de sete meses, que tem se voltado para contar histórias por meio da fotografia. Ele elogiou a iniciativa do encontro. “Achamos muito importante o debate sobre o futuro do jornalismo e como podemos melhorar e salvar a Imprensa. Acreditamos que a saída seja a aposta nos grupos independentes, principalmente se a grande Imprensa pretende apostar em reportagens jornalísticas”, afirmou.

Para Ballerini, é a grande reportagem que irá atrair leitores para os veículos, podendo utilizar outras ferramentas para complementá-la como podcasts e vídeos no YouTube. “Não adianta ser um grande repórter, um grande fotógrafo se você não entender de todo o resto. É preciso estudar bastante e estar o tempo inteiro conectado”, alertou depois da apresentação dos palestrantes.

Exemplos

O editor-chefe do Diário do Grande ABC contou iniciativas do veículo, como o sistema de colaboração dentro do horário de trabalho para a produção de grandes reportagens e a separação das redações do impresso e do online. “Acredito que o factual deve ficar para os veículos eletrônicos, principalmente a internet. Estamos dividindo a redação online, enquanto está todo mundo integrando, se vai dar certo a gente conversa na próxima”, afirmou.

O futuro, segundo Novelini, mostra que o atual modelo de negócios dos jornais é insustentável e garante apenas mais alguns anos de vida, se não for repensado. “Estamos em uma encruzilhada. Entendo que o jornalismo impresso deve fazer ser mais analítico e apostar em grandes reportagens exclusivas. Toda a mão de obra do jornal deve ser realocada para a produção desses dois conteúdos”.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s