Resumo 2015

“NEGÓCIOS DA COMUNICAÇÃO” APONTA DESAFIOS PARA O SETOR

Belda: "A economia criativa permite novos arranjos produtivos muito mais interessantes"
Belda: “A economia criativa permite novos arranjos produtivos muito mais interessantes”

Katia Brito

Um dos destaques da primeira edição do Encontro de Comunicação do Alto Tietê, realizado no último sábado por de profissionais da Comunicação da região com o apoio da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), foi o painel “Negócios da Comunicação” que abriu o evento. Os integrantes da mesa foram Francisco Belda, coordenador do curso de Jornalismo da Unesp/Bauru e membro do Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor), entidade mantenedora do Observatório da Imprensa; e os publicitários suzanenses Ruy Guanaes, da Rugus Comunicação, e Rafael Lazzaro, da Phoenix Publicidade. A mediação foi do professor da UMC, Fábio Castilho.
Em sua apresentação, Belda destacou a atuação do Projor, por meio de eventos e produções jornalísticas, com o intuito de oferecer aporte de conhecimento para que os jornais possam fazer a transição para as mídias digitais. “Acredito que as empresas de jornalismo para prosperar, muitas vezes, têm de ir além do jornalismo e desenvolver produtos e estratégias de comunicação que incluam múltiplas plataformas e muitas fontes de receita”, ressaltou.
O professor também destacou a importância do conteúdo: “Se o jornal não for relevante não só para o leitor, mas para o anunciante, ele vai perder o seu maior valor que é a sua credibilidade, a sua capacidade de entender, interpretar e fazer a mediação crítica dos acontecimentos locais”. Para Belda, o mercado oferece outras oportunidades, além da carreira como assalariado. “Muitas vezes você vai ocupar um espaço no mercado, não como empregado em uma empresa de comunicação. A economia criativa, digital, permite novos arranjos produtivos muito mais interessantes do que aqueles que vivemos nas décadas de 1980 e 1990, em que nossa única opção profissional era entregar o currículo em uma grande redação”.

 

Guanaes: "O que falta é gente capacitada, com vontade"
Guanaes: “O que falta é gente capacitada, com vontade”

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Para o empresário e publicitário Ruy Guanaes, que se formou na região e, após atuar em agências, decidiu abrir o próprio negócio, o mercado regional é promissor, por conta do crescimento da densidade demográfica e do aumento de renda da população. “Essa expansão regional se reflete no micronegócio que depende do profissional de comunicação regional, até o médio e por uma questão de logística, o grande. O que falta é gente capacitada, com vontade e que esteja pensando neste mercado que está se formando”, avaliou.
Rafael Lazzaro, também publicitário, cursou a graduação na UMC e, sem passagens por outras agências, abriu a sua própria empresa, em 2010. Ele afirmou que o desafio está em “estabelecer a publicidade como investimento e parte fundamental para o crescimento de uma empresa”.
“Para ótimos profissionais, que estão antenados no mercado e respeitam o cliente, o mercado não está saturado e nunca estará. Nossa região é muito promissora na área da publicidade, apesar da economia não ir muito bem hoje”, salientou.

 

Lazzaro: "Nossa região é muito promissora na área da publicidade"
Lazzaro: “Nossa região é muito promissora na área da publicidade”
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